Supernova Tipo II - Processo-R

As supernovas são explosões estelares extremamente energéticas que marcam o fim da vida de certas estrelas massivas. Elas representam alguns dos eventos mais poderosos do Universo, liberando em segundos mais energia do que o Sol em toda a sua vida. Existem diferentes tipos de supernovas, mas as mais relevantes para a nucleossíntese de elementos pesados são as chamadas supernovas de colapso do núcleo, que ocorrem com estrelas com massas superiores a aproximadamente oito vezes a massa do Sol.

Ao final da vida de uma estrela massiva, seu núcleo acumula ferro, o elemento mais estável em termos de fusão nuclear. Como não é possível obter energia ao fundir átomos de ferro, a pressão de radiação que sustentava a estrela contra a gravidade colapsa. Em questão de segundos, o núcleo da estrela implode, e as camadas externas são lançadas violentamente para o espaço em uma gigantesca explosão: a supernova.

Durante essa explosão, a temperatura e a densidade atingem níveis tão extremos que novos elementos químicos são forjados. O ferro do núcleo é empurrado além do limite, e o calor e a abundância de nêutrons permitem a ocorrência do processo-r, responsável pela criação rápida de elementos muito pesados como ouro, platina, chumbo e bismuto. Ao mesmo tempo, elementos como níquel, cobalto, manganês e cobre também são formados ou liberados.

Além da formação de elementos, as supernovas são essenciais para a reciclagem cósmica. Os materiais lançados no espaço interestelar enriquecem o meio com metais, tornando possível o surgimento de planetas, luas e até a vida como conhecemos. Muitas das partículas em nosso corpo incluindo o cálcio em nossos ossos e o ferro em nosso sangue foram forjadas em estrelas e lançadas por supernovas.

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